Edicões Gambiarra Profana/Folha Cultural Pataxó

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

FOLHA MORTA

Meu quarto está vazio
Minha sala está vazia
Não tenho esperança de alcançar
Onde minha estrela espera

Vou esperar
Meu coração sangrar
Até a última gota de sangue
Da minha folha morta

Não vejo razões para mudar meu caminho
Só encontro espinhos
Entre as paredes
Que dividem meu túnel

Meu cálice não é sagrado
E foi derramado no mar de desventuras
Para me afundar no vazio
Que se criou em meu longo e triste estio

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

DESERTO ENCABULADO

Não tenho ninguém para conversar
Mundo desabitado
Deserto encabulado
Sem sombras para descansar

Sobras de perfume evaporaram
Foram de encontro à noite
Buscar a melancolia escondida
Na vida desfalecida

Não tenho ninguém para olhar
Para separar as gotas de orvalho
Evitar que as folhas se desprendam
Para não mais voltar

Sou um mundo no vazio
Um país sem povoado
Mar sem água para se alimentar
Lua sem sol para brilhar

Não tenho ninguém para abraçar
Para sufocar meu soluço
Para me agasalhar
Não tenho ninguém para navegar

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

sábado, 26 de novembro de 2011

TEMPO SEM VENTO


Já não sei dizer se sou
Bálsamo
Flor
Ou fruto
Se meu perfume
Cabe dentro da minha solidão
Se meu violão entristecido
Ainda sabe os acordes
Da sua canção
Já não sei dizer
Em que tempo estou
Não sei dizer se sou estrela
Ou lua
Ou uma janela sem vidros
Por onde
O vento da saudade entrou

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Lançamento Livro "NUVENS" de Arnoldo Pimentel



Uma vida é feita de muitos instantes. Em uma visão superficial tais instantes podem parecer corriqueiros, insignificantes e ou  ordinários. Todavia, olhares atentos os re-significam  e lidam com eles dispensando atenção merecida.
Em Nuvens, Arnoldo Pimentel nos convida a apreciação das belas  imagens de instantes simples.  Ele se torna o anfitrião que nos leva da escolha da camisa ao passeio no Leblon.
Aquele que se atenta à beleza da simplicidade, nos leva a questionar sobre a importância dos instantes, sobre o que o efêmero representa em nossa existência. O poeta nos aconselha que apesar da fugacidade do instante, ele é o que torna o que somos, o que vemos e apreciamos. Não atentar-se a isso é evaporar-se na areia, é desejar partir da vida só para não sentir dor.

 Rosilene Jorge dos Ramos

sábado, 24 de setembro de 2011


INTERIORES

Silencioso pelo vale
Apenas tomam o rumo
Que já foi escolhido



Dia 29 de setembro estarei me apresentando com o Gambiarra Profana na Casa de Cultura Sylvio Monteiro em Nova Iguaçu RJ

Estarei ausente até meados de outubro para os últimos acertos do meu próximo livro “NUVENS” com lançamento previsto para início de novembro, o livro será editado pelo “Gambiarra Profana/Folha Cultural Pataxó e poderá ser adquirido através do Site “Mercado Livre”, pelo blog do “Gambiarra Profana” ou diretamente com Arnoldo Pimentel

Desde já agradeço a compreensão, o carinho e a amizade de todos, assim que possível retornarei para retribuir as visitas.

domingo, 18 de setembro de 2011

AMANHECEU

AMANHECEU

Sobraram estrelas
No céu dos meus dias
Não as usei na fantasia
Para forjar minha alegria

Sobraram garrafas na mesa
Quando o bar fechou
E o sinônimo do deserto
Lavou minha alma

Sobraram tristezas no fim
No murmúrio que calou o ouvido
Que calou o grito na escuridão
Das sobras do papel tingido

Bastou as estrelas partirem
O sol rasgar as montanhas
Para eu desfalecer no abandono
Que a noite me impôs