sexta-feira, 22 de junho de 2012
MEU CÃOZINHO RAFA
Um dia
tive um cãozinho
O nome
dele era rafa
Rafa era
uma graça
Rafa
corria
Rafa se
escondia
Rafa
sorria
Rafa só
não mordia
Rafa
brincava todo o tempo
Tinha
medo até de vento
Tinha
medo de fogos
Como todo
cão bobo
Rafa era
só alegria
Até que
um certo dia
Rafa
fugiu pelo portão
Atravessou
a rua correndo
E não viu o
caminhão
Rafa
partiu
Ficou só
a saudade
Mas
deixou uma lição que sempre irá me ajudar
Nunca
atravessar a rua sem olhar
Arnoldo
Pimentel
quinta-feira, 14 de junho de 2012
INFINITOS
INFINITOS
Autor Arnoldo Pimentel
Título: José Carlos Fernandes
A luz corta o vento
Toca as árvores
Corta o tempo
Que fica nas curvas
Nos sorrisos
Nas lágrimas
Nos dias
Em salas fechadas
Em campos abertos
Da Utopia
quinta-feira, 7 de junho de 2012
SONHO DE PEQUENINO
Meu
brinquedinho se quebrou
Meus
olhos estão tristonhos
Eram meus
cristais
Evaporaram
como sonho
Sou
pequenino
Tão sutil
que desafino
Sou o
doce sabor da nostalgia
Livro
repleto de fantasia
Minha voz
é fina quando canto
É doce
como água na boca
Feliz
como pássaro
E livre
quando voa
Meu
coração é apertadinho
Mas
abraça um navio
Fortalece
minha alma
Para
vencer meu desafio
Arnoldo
Pimentel
quarta-feira, 30 de maio de 2012
CAIS DE SAL
Hoje vou
partir
Seguir
qualquer caminho
Talvez
pelo mar
Durante o
dia
Pela
claridade do sol
Ou à
noite
Pela luz
do farol
Vou
deixar no passado
O cais de
sal
Seu jeito
entristecido
Seus
seios plácidos de luar
Seus
lábios secos de sonhar
Nas
pradarias escuras
Sem
querer se abandonar
Arnoldo Pimentel
Arnoldo Pimentel
sexta-feira, 25 de maio de 2012
GATO QUE COMIA TOMATES
Em 2010
escrevi uns poucos poemas infantis, que até hoje não aprendi direito a
escrever, a pedido da minha amiga Gabriela Boechat, artista plástica, poetisa e
professora, para que ela fizesse um trabalho com seus alunos em sala de aula, o
poema abaixo é um deles.
GATO QUE
COMIA TOMATES
(Batata era o nome do gato preto de minha mãe nos anos 80, que adorava comer tomates)
Batata
era um gato estranho
Bem
diferentes dos outros bichanos
Não
dormia de dia
Não tinha
medo de água fria
Batata
era preto como a noite sem lua
Gostava
do muro de frente pra rua
Corria
atrás da bola
Tinha
medo de sacola
Batata
ficava olhando o frango
O peixe e
a carne
Mas
partia mesmo para o ataque
Quando
via o danado do tomate
Comia
tomates até cansar
Depois
sim ia se deitar
Só assim
não via o dia passar
Arnoldo
Pimentel
Visite a Folha Cultural Pataxó e leia o excelente texto
do amigo e escritor Jorge Pimenta, link abaixo:
sábado, 19 de maio de 2012
ASA DELTA
Se o sol brilha
Quero você ao meu lado
Quero você inteira
E não em pedaços
Se o céu é cinza
E a chuva é fria
Quero te abraçar
E te aquecer
Tudo esquecer
Você é a asa delta
Onde me agarro
E salto num vôo livre
Enchendo meu vazio
Sobre as praias do Rio
Se é noite
Quero amar você
Até adormecer
Sem ver o sol nascer
Quero você ao meu lado
Quero você inteira
E não em pedaços
Se o céu é cinza
E a chuva é fria
Quero te abraçar
E te aquecer
Tudo esquecer
Você é a asa delta
Onde me agarro
E salto num vôo livre
Enchendo meu vazio
Sobre as praias do Rio
Se é noite
Quero amar você
Até adormecer
Sem ver o sol nascer
Arnoldo Pimentel
domingo, 13 de maio de 2012
UM CANTO TORTO QUE É A VIDA
Este poema foi escrito em 1983 e publicado nos
livros “Nova Poesia Brasileira”(1988) da Shogun Editora e Arte e “Ventos na
Primavera” de Arnoldo Pimentel pela Gambiarra Profana/Folha Cultural Pataxó
Ele
soltou seu canto torto
Pelo
mundo para cortar minha carne
Seu canto
é a vida
E a vida
cortou minha carne
Me deixou
desesperado
Pelas
veredas incertas das pessoas
Ando
pelas ruas
Que se
parecem um sertão
Sentindo
sede de felicidade
E
morrendo cada minuto
Que vivo
em vão
Ele
soltou seu canto torto feito faca
E meu
sangue derramou
E através
dos anos me desespero
Sem
nenhuma saída
Apenas
alucinações me cercam
Me
escondo dentro de mim
Mas o
espelho reflete minha aflição
Tenho
medo
Se a vida
me cortar outra vez
Ficarei
esquecido
Hoje dias das mães meus blogs terão publicados apenas
poemas que escrevi no tempo em que ela estava entre nós, poemas antigos que
fazem parte da minha história, minha mãe Helena que nos deixou em 1995 sempre
leu meus trabalhos, desde que escrevia poemas tolos com 16 anos por ai.Saudades
dela.Links abaixo, basta passar o mouse.
Assinar:
Postagens (Atom)
